domingo, 27 de junho de 2010

Cálcio para a vida toda

Além de participar da formação e manutenção dos ossos e dos dentes, o cálcio é fundamental para o crescimento, atua na coagulação sanguínea, na contração e relaxamento muscular, na transmissão de impulsos nervosos e ainda tem atuação no ritmo cardíaco. Frente a tantas funções, esse mineral torna-se indispensável na alimentação diária, da infância à terceira idade.
Existem diversos alimentos que suprem a necessidade diária de cálcio. Entre os quais estão os produtos lácteos, que possuem grande quantidade e apresentam mais facilidade de absorção, em razão da lactose e da vitamina D. Um adulto precisaria tomar quatro copos de leite de 200ml – que contém 250mg do mineral – para suprir a necessidade diária de cálcio. “O laticínio é boa fonte de cálcio, porém algumas pessoas não toleram o leite puro, então a alternativa é optar pelos derivados, como queijo e iogurte”, indica Silvia Piovacari, coordenadora da Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Há também outros alimentos com altos teores de cálcio, que podem ser incluídos no cardápio: verduras verde-escuras, gergelim, algas, amêndoas, feijão, leguminosas, marisco, tofu (queijo de soja), ovos e nozes.

Mais do que consumir alimentos que são fonte de cálcio, é preciso ingerir aqueles que aumentam a absorção do mineral no organismo. A vitamina D – obtida principalmente por meio da luz solar – auxilia o processo de aproveitamento e fixação do cálcio por meio da regulação dos níveis do mineral na corrente sanguínea. Outra maneira de fixar o cálcio nos ossos é praticando atividades físicas aeróbicas, como caminhada, corrida etc.

Sucos: saúde e sabor

Sol, calor, praia. O verão está aí e à medida que a temperatura aumenta lá fora, nosso organismo precisa regular sua temperatura interna. Isso é feito pelo suor, ou seja, por meio de perda de água, o que exige maior reposição de líquidos para evitar a desidratação. Uma das melhores formas de fazer essa reposição e refrescar-se – além de complementar a alimentação de maneira saudável – é apostar nos sucos naturais, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras.



Segundo Rosana Raele, nutricionista do Centro de Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), os melhores horários para ingerir sucos são os intervalos das refeições e o café-da-manhã, sempre dando preferência aos preparados com frutas frescas.

"É preciso estar atento ao preparo e ao consumo dos sucos. Em alguns casos, como o da vitamina C, que oxida, o ideal é consumir logo após o preparo. Caso contrário, a bebida perde suas propriedades nutrientes", explica.

Não há restrição para a quantidade ingerida. "Lembre-se de que a sede é um sinal tardio da falta de água, devendo-se ingerir líquidos antes mesmo de senti-la para manter o nível de hidratação", aconselha a nutricionista.

Criatividade no copo
Já se foi o tempo em que suco era feito apenas com laranja ou limão. Combinar frutas garante mais nutrientes e sabores inusitados. "Misturar duas ou mais frutas, além de legumes e hortaliças, é uma forma de enriquecer a alimentação", ensina Rosana.

Folhas verdes, como couve e agrião, e hortaliças, como cenoura e beterraba, aumentam o valor nutritivo dos sucos, por serem fontes de vitaminas, minerais e fibras. E com uma vantagem: não alteram muito o valor calórico.

As combinações de frutas e legumes dependem muito do gosto e da criatividade de cada um. E vale a pena arriscar. Basta apenas ter cuidado com frutas de sabores marcantes, como a banana, que podem se sobrepor às demais e comprometer o resultado final.

Para ter sabor equilibrado, a dica é misturar frutas ácidas (por exemplo, laranja e abacaxi) com as mais neutras (como mamão e maçã).

Combinações poderosas
A nutricionista Rosana Raele sugere algumas receitas diferentes, nutritivas e saborosas, para refrescar-se e hidratar-se no verão.

Fonte de cálcio
1 xícara de brócolis
3 folhas de couve
3 cenouras
½ maçã
Bata tudo no liquidificador e sirva em seguida.

Potássio em alta
1 laranja
½ melão
3 cenouras
1 banana
Bata tudo no liquidificador e sirva em seguida.

Digestão equilibrada
1 fatia grossa de abacaxi
Folhas de hortelã
Bata no liquidificador e sirva em seguida. O abacaxi contém bromelina, uma enzima digestiva, enquanto a hortelã estimula a secreção do suco gástrico, auxiliando o processo digestivo.

Reservas de ferro
1 maço de salsa
1 pimentão vermelho
1 xícara de brócolis ou couve
Suco de limão ou de laranja
Bata tudo no liquidificador. Nesse caso, o suco de limão ou de laranja, além de melhorar o sabor da mistura, colabora para aumentar a absorção de ferro, por conta do alto teor de vitamina C.

Publicada em janeiro/2008

Plantas Medicinais


A necessidade foi, e continuará sendo, a grande alavanca que impulsiona a humanidade. A dor fez com que o homem buscasse o analgésico, a doença, o remédio. Portanto, é fácil inferir que o uso de partes de plantas e animais no combate seja tão antigo quanto a própria humanidade.

A diversificada flora brasileira é amplamente utilizada pela população, embora pouco se conheça cientificamente sobre seus usos. Por exemplo, um estudo recente realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi na ilha de Marajó, no Pará, identificou quase 200 espécies de plantas de uso terapêutico pela população local. A população indígena também utilizou e ainda utiliza a flora brasileira, porém tal conhecimento tem se perdido com sua aculturação. É provável que muitas espécies de plantas brasileiras tenham uso terapêutico ainda desconhecido. Esse conhecimento, entretanto, está ameaçado pelo desmatamento e pela expansão das terras agropecuárias.

Fonte: Enciclopédia Encarta

Cientistas identificam "nuvem marrom" sobre a Ásia


Londres - Um grupo de climatologistas patrocinado pela ONU declarou, ter identificado a "nuvem marrom asiática". De acordo com os especialistas, esse nevoeiro flutuante de 10 milhões de milhas quadradas e três quilômetros de espessura de poluição causada pelo homem está se espalhando por todo o continente asiático e bloqueando até 15% da luz do Sol.

Liderado pelo professor Paul Grutzen, cujo trabalho sobre o buraco na camada de ozônio lhe valeu o Prêmio Nobel de Ciência de 1995, o grupo descobriu que a nuvem poderá ser soprada, na estratosfera, em volta de meio mundo, em menos de uma semana.

Segundo os cientistas, com os combustíveis fósseis queimados pelo homem afetando cada vez mais o clima global, segundo se presume, a nuvem marrom torna mais complexas as tentativas dos cientistas de compreender o clima no nível regional.

O professor V. Ramanathan, do Instituto Oceanográfico US Scripps, que pesquisou o fenômeno durante cinco anos, afirmou que não se trata de um problema exclusivamente asiático.

"Julgávamos que o aquecimento global fosse o único impacto causado pelos seres humanos sobre o clima. Mas agora sabemos que a questão é mais complexa. A nuvem marrom mostra que as atividades do homem estão tornando o clima mais imprevisível por toda a parte. Gases causadores do efeito estufa, como o gás carbônico, são distribuídos uniformemente, mas as partículas da nuvem marrom agravam a imprevisibilidade no mundo inteiro", afirmou Ramanathan.

A nuvem é descrita como uma mistura de poluentes de veículos e industrias, monóxido de carbono, e partículas diminutas de fuligem ou de cinzas procedentes da queima regular de florestas e de madeira usada para cozinhar em milhões de residenciais rurais.

A pesquisa mais recente encomendada pela ONU a mais de 200 cientistas que trabalham em diversos países indicam que, no seu auge sazonal, usualmente em janeiro, a fuligem existente na nuvem rebate a luz do sol de volta para a estratosfera e evita a evaporação do mar, o que resulta em menos chuvas. Presume-se que isso, por sua vez, esteja afetando as chuvas de monções, que determinam os resultados da agricultura e afetam adversamente a saúde e a vida de até três bilhões de pessoas em toda a Ásia.

Fonte: Associated Press

Papel poderá ser produzido com bagaço de cana


A Mestra Química e a Pinex Export, de Blumenau (SC), assinaram protocolo de intenções com a prefeitura de Araçatuba (SP) para a construção no município de uma fábrica para produzir papelão a partir do bagaço de cana de açúcar. Os investimentos previstos são de € 270 milhões em dez anos, disse Carlos Millnitz, diretor da Mestra.

Segundo o executivo, inicialmente o bagaço de cana será exportado para a Europa. Posteriormente, se o projeto avançar, terá recursos de empresários alemães e a Mestra será a articuladora desses investimentos em Araçatuba, por meio de uma joint venture. Millnitz disse que a Pinex vai intermediar as negociações entre a Mestra e os empresários da Alemanha.

Millnitz disse que o potencial do setor sucroalcooleiro de Araçatuba e região pesou na escolha da região. "A Mestra Química e a Pinex trabalham na captação de investimentos estrangeiros para projetos no Brasil", informou o empresário. A viabilização do projeto depende agora do acerto com as usinas de açúcar e álcool que vão fornecer o bagaço.

Segundo Millnitz, as Usinas e Destilarias do Oeste Paulista (Udop), entidade que congrega 43 usinas de açúcar e destilarias de álcool, ficou de marcar uma reunião dentro de 15 dias para tratar da disponibilidade e do interesse dos usineiros em vender o bagaço da cana-de-açúcar e de firmar contratos de 10 anos para garantir o fornecimento dessa matéria-prima. "Inicialmente serão necessárias 200 mil toneladas/mês de bagaço para exportação", disse o executivo.

A primeira etapa, de exportação deve levar entre três e cinco anos. "Vamos avaliar a capacidade e o potencial de crescimento dos usineiros para consolidação do fornecimento da matéria-prima. Araçatuba vai doar hectares de terra à empresa, e em troca a empresa comprará o bagaço das usinas da região que será embarcado para a Alemanha onde se produzirá o papel, nos primeiros dois anos do investimento", disse Antonio Cesar Salibe, diretor executivo da Udop.

O bagaço é rico em fibras de celulose e pode ser uma alternativa mais barata que a polpa de madeira para as fabricantes de papéis. No entanto, o projeto terá de ser avaliado para assegurar que é economicamente rentável.

Fonte: Juliana Wilke e Dow Jones Newswires (Gazeta Mercantil) - http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?iditem=8025

Buraco de ozônio sobre Antártida pode se fechar até 2050, diz cientista


SYDNEY, Austrália -- O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida pode se fechar dentro de 50 anos, já que o nível de clorofluorcarbonetos (CFCs) que destroem o ozônio na atmosfera estaria declinando, segundo o renomado cientista Paul Fraser, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica (CSIRO).

Fraser disse que vem medindo o declínio dos gases destruidores do ozônio desde o ano 2000.

"Os principais culpados pela produção do buraco na camada de ozônio são os CFCs e eles começaram a diminuir na baixa atmosfera", declarou o especialista, que é da divisão atmosféria da CSIRO e o principal autor de um relatório das Nações Unidas sobre o tema.

O relatório informa que os gases que destroem o ozônio na alta atmosfera estiveram em seu auge - ou perto disso - em 2000, mas que o mundo estava fazendo grandes progressos em direção à recuperação da camada de ozônio.

Ainda segundo o relatório, dados científicos mostraram que os níveis de gases destruidores da camada de ozônio estavam declinando lentamente na baixa atmosfera, mas o ozônio ainda estaria vulnerável por uma década.

Fonte: http://www.cnn.com.br/2002/tec/09/18/ozonio/index.html

Viva e lucre ecologicamente


Mesmo sem sair de casa, você pode dar grande contribuição à preservação ambiental. Atitudes simples, que fazem parte do cotidiano de qualquer residência, podem ajudar a melhorar as condições de vida do planeta. Uma lata de alumínio para reciclar aqui, uma lâmpada apagada ali, a energia do Sol para aquecer água e um pouco de autocontrole embaixo do chuveiro acabam fazendo muita diferença. Dá até para medir o tamanho dos benefícios na ponta do lápis ou na calculadora. Imagine que 1milhão de famílias venham a reduzir de doze para seis minutos o tempo médio gasto em cada banho diário, por exemplo. A energia economizada só com essa atitude seria equivalente à produção de uma usina nuclear como Angra i, que tem capacidade para gerar 600 megawats. Cada pessoa envolvida nessa cadeia de poupança natural economiza energia suficiente para manter uma lâmpada acesa por sete horas.

Claro que boa parte dos brasileiros já aprendeu isso, meio à força, recentemente. A crise no setor elétrico mostrou que os recursos naturais são tinidos e têm de ser usados racionalmente. Mas muita gente ainda tem dificuldade de entender que é mau negócio lavar o carro com água tratada e que aquele lixo que sai de casa vai acabar, na melhor das hipóteses, num aterro sanitário, que um dia se tornará um problema para a geração de seus netos,
Não é preciso ser um chato para viver de maneira ecologicamente correta. Menos do que denunciar os grandes desperdícios, a prática consiste em estar atento a pequenos detalhes. Na hora de comprar um eletrodoméstico, por exemplo. é importante verificar se ele foi atestado pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Se tem o selo Procel, o aparelho está em conformidade com esse programa. Geladeira e chuveiro elétrico são responsáveis. em média, por até 30% da conta de energia de uma residência. Cada um. O selo garante boa redução desse consumo.

O uso racional de água potável ainda é uma causa menos popular que a economia de energia, mas não menos importante. Calcule: se 21 pessoas mantiverem as torneiras fechadas enquanto escovam os dentes, elas economizarão 122 litros de água. Uma boa reserva para um país que ainda registra mais de vinte mortes de crianças diariamente por falta de saneamento. Da mesma forma, a mera substituição do esguicho pela vassoura na hora de limpar o quintal e a calçada permite economizar até 280 litros de água numa única tacada. Nas casas mais modestas, isso é mais do que cabe na caixa-d'água. Uma torneira pingando pode deixar escoar 150 litros de água a cada 24 horas - o suficiente para matar a sede de uma pessoa por dois meses e meio, pelo menos.

Separar o lixo para reciclagem também é fácil. Se houver participação dos vizinhos do condomínio, melhor ainda. São muito poucas as cidades em que as prefeituras realizam a coleta seletiva, mas quem quer ajudar a natureza sempre encontra associações de catadores de papel, grupos ecológicos ou mesmo empresas que se interessam em receber o lixo reaproveitável. Estão se tornando comuns, por exemplo, os supermercados que recebem embalagens plásticas e latinhas de alumínio e dão
em troca cupons de desconto ou para ser doados a instituições beneficentes. Basta passar uma água e guardar as vasilhas usadas até o dia de ir às compras.

Para quem gosta de argumentos econômicos, é bom saber que a reciclagem de uma única latinha de alumínio propicia economia de energia suficiente para manter uma geladeira ligada por quase dez horas. Numa conta semelhante, cada quilo de vidro reutilizado evita a extração de 6,6 quilos de areia, prática com alto impacto ambienta!. Portanto, mais que uma filosofia de vida, o reaproveitamento pode ser um negócio que ajuda todo mundo a poupar, no fim das contas, dinheiro. De outro lado, quem recicla ajuda a diminuir a montanha de 200000 toneladas de lixo produzida diariamente no país. Quase 90% desse material é deixado a céu aberto ou depositado em aterros irregulares. Levando ainda mais a sério o critério de economia, podem-se usar menos embalagens e controlar também o consumo de papel. para ficar apenas em dois exemplos. Cada tonelada de papel poupada preserva vinte eucaliptos.

É claro que, no orçamento de uma família de classe média, poucas atitudes ecológicas produzem economia entusiasmaste como o uso de gás no automóvel, em vez da gasolina. Mas uma olhada para outro degrau social mostra que, para muitos brasileiros, a reciclagem já é fonte de sobrevivência. Em apenas uma cooperativa de São Paulo, uma dúzia de participantes ganha 250 reais por mês coletando e processando material um dinheiro que, antes, ia para o lixo.

Fonte: Revista Veja, edição 1749, 1º de maio de 2002

Fenda pode separar a África em duas, dizem pesquisadores

da BBC BRASIL

O continente africano poderá ser dividido ao meio pelo aparecimento de um novo oceano em dez milhões de anos, segundo um grupo de cientistas britânicos que vêm monitorando mudanças geológicas na região de Afar, na Etiópia.

Segundo descreveram os cientistas durante uma conferência da Royal Society, de Londres, uma fenda de 60 quilômetros de comprimento se abriu a região em 2005 e vem crescendo desde então.

Um monitoramento num período de apenas dez dias verificou a expansão da fenda em oito metros, segundo o sismólogo James Hammond, da Universidade de Bristol, um dos coordenadores do estudo.

Os pesquisadores dizem que o processo acabará dividindo a África em dois, transformando parte da Etiópia e da Somália em uma grande ilha no Oceano Índico.

ERUPÇÃO

A fenda começou a aparecer em 2005, após a erupção do vulcão Dabbahu, na região de Afar. O local, apesar de ainda não ter água, está localizado abaixo do nível do mar.

Os sismólogos dizem que estão presenciando um processo que normalmente só ocorre debaixo dos oceanos.

"Partes de Afar estão abaixo do nível do mar, e o oceano está separado por apenas uma faixa de 20 metros de terra do território da Eritréia", afirmou Hammond à BBC.

"Então essa terra cederá eventualmente, o mar entrará e começará a criar esse novo oceano", disse o cientista.

Segundo ele, com o tempo esse oceano crescerá até separar de vez a região do chamado "Chifre da África" do restante do continente, criando assim "uma África menor e uma ilha muito grande no Oceano Índico".
FONTE: http://www.amigosdanatureza.net/

sábado, 19 de junho de 2010

Lagartas se disfarçam de cobras

Lagartas criam olhos falsos para assustar predadores


Lagartas encontradas na Costa Rica 'se disfarçam' de cobras e de outros animais para amedrontar predadores, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista especializada The Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com o estudo dos pesquisadores Daniel H. Janzen e Winnie Hallwachs, da Universidade da Pensilvânia, e John M. Burns, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, centenas de espécies de lagartas e crisálidas de borboletas e mariposas apresentam olhos e escamas falsos, semelhantes aos de cobras e lagartos.

Segundo os pesquisadores, essas espécies evoluíram para explorar o instinto natural de animais, como os pássaros, de evitar predadores potenciais.

Eles acreditam que, sem tempo para checar se a ameaça é real ou não - sob o risco de ser "comido" se a ameaça for confirmada -, o pássaro foge assim que identifica os olhos ou as escamas.

Algumas espécies chegam ao ponto de "abrir" os olhos falsos quando o pássaro se aproxima ou de emitir um som semelhante ao de uma cobra.

As espécies foram todas encontradas e catalogadas na Área de Conservacão Guanacaste (ACG), nas florestas do noroeste da Costa Rica, por Jenzen e sua esposa, Hallwachs, nos últimos 32 anos.

Mais de 450 mil espécies foram estudadas na área de quase 124 quilômetros quadrados. O número de espécies apenas nesta região é equivalente ao de todas as espécies de mariposas e borboletas encontradas nos Estados Unidos.

Toda a área de conservação foi comprada com doações, e Janzen lembra que a única maneira de preservar essas milhares de espécies é preservando seu habitat.

Atualmente, os pesquisadores tentam reunir recursos para comprar uma área de 2,76 quilômetros quadrados em particular.

FONTE: http://verde.br.msn.com/

domingo, 13 de junho de 2010

Mulheres têm duas vezes mais chances de morrer de infarto do que os homens, indica estudo


Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP)
29 de abril a 1º de maio de 2010


As mulheres costumam apresentar doenças cardiovasculares mais tardiamente do que os homens - e buscam ajuda médica em fases mais avançadas -, o que pode ajudar a explicar por que elas têm duas vezes mais chances de morrer de infarto, segundo estudo apresentado no Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. De acordo com o cardiologista Antonio de Pádua Mansur, do Instituto do Coração, elas também têm dificuldades na mudança de alguns hábitos fundamentais para evitar fatores de risco, como obesidade abdominal, sedentarismo e diabetes.
O especialista explica que a principal suspeita de uma elevada incidência de mortes pós-infartos é que as mulheres costumam chegar mais tardiamente ao hospital do que os homens. “O que atrasaria não só o diagnóstico, mas também a conduta médica, que acaba por acontecer após um período muito maior: às vezes tarde demais”, explica o palestrante do Congresso.
Em 20% dos casos, os sintomas são atípicos, diferentes dos apresentados no sexo masculino, como enjôos, mas “não justificaria o grande aumento do número de mortes por infarto em mulheres”. Para o cardiologista, é necessário montar mais linhas de estudo para entender essas diferenças e desenvolver mais abordagens direcionadas às mulheres. “Temos que inserir mais mulheres nos protocolos de pesquisas para diagnóstico e também nos de tratamentos da doença cardiovascular e definir quais as características específicas sobre as quais o cardiologista precisará atuar para que a terapêutica, emergencial ou não, tenha melhores prognósticos e respostas”, conclui.
Um estudo francês recém apresentado no encontro científico do American College of Cardiology, com 3 mil mulheres que tiveram eventos cardiovasculares, mostrou que elas morrem mais de crises cardíacas porque dificilmente recebem as mesmas análises e tratamentos dados rotineiramente aos homens. Baseados nesses resultados, os autores concluíram que as mulheres têm duas vezes mais riscos de morrer de infarto após 30 dias do que os homens. “Existe uma tendência mundial de elaborarmos protocolos de estudos somente para o sexo feminino, mas, até lá, é necessário levantar a questão para a classe médica e para as mulheres”, finaliza o especialista.
Fonte: DOC Press Comunicação - SOCESP. Press release. 26 de abril de 2010.

Fonte:
http://www.medicalservices.com.br/agenda/txtcongresso.php?id=216&mid=subMenu_04

domingo, 6 de junho de 2010

Nova técnica de radioterapia para pacientes de câncer de mama


Uma única dose de radioterapia durante a cirurgia para a retirada do câncer de mama se mostrou tão eficiente quanto a série de 15 a 35 sessões normalmente recomendadas após a operação, segundo um estudo britânico publicado na revista médica The Lancet.

Os médicos testaram a técnica em mais de 2.000 pacientes, acompanhadas ao longo de quatro anos.

Se sua eficácia for comprovada, a técnica significaria a redução de filas, economia nos custos dos tratamentos e as pacientes sofreriam menos com os efeitos colaterais.

Segundo a fundação Cancer Research UK, o estudo pode ter um "grande impacto" para as pacientes.

Precisão

O câncer de mama é o que mais causa morte entre as mulheres no Brasil, segundo o INCA, e nos países ocidentais é uma das principais causas da morte de mulheres.

A retirada do tumor é, normalmente, o primeiro passo no tratamento de câncer de mama, seguida pelas sessões de radioterapia para matar qualquer célula cancerígena remanescente.

Com a nova técnica, os médicos usam um aparelho de radioterapia móvel que pode ser inserido no seio durante a cirurgia e atingir um alvo específico, de onde foi retirado o tumor.

A pesquisa, liderada por médicos britânicos, mas realizada em nove países, mostrou que a reincidência do câncer em mulheres com mais de 45 anos de idade foi a mesma, independente da técnica utilizada - dose única ou múltipla de radioterapia.

Entre as mulheres que receberam apenas uma dose, houve seis reincidências. Entre as que receberam tratamento de radioterapia prolongado, cinco apresentaram reincidência.

Mas a dose única evita danos potenciais a órgãos como o coração, pulmão e esôfago, que podem ocorrer quando a radiação é direcionada a todo o seio, afirmam os pesquisadores.

A freqüência de qualquer complicação ou grandes efeitos tóxicos foi semelhante nos dois grupos.

Trauma

O oncologista Jeffrey Thobias, do University College London Hospitals (UCLH), que apresentou a primeira paciente a ser submetida à nova técnica com o oncologista Jayant Vaidya, disse: "Acredito que a razão pela qual ela funciona tão bem é a precisão do tratamento. Ele erradica as células em uma área de altíssimo risco - a parte do seio de onde foi retirado o tumor".

Vaidya, que também é oncologista do UCLH, afirmou que com o novo tratamento muitas mulheres não precisariam retirar seu seio.

Josephine Ford, de 80 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama em fevereiro de 2008 e tratada com a nova técnica três meses depois.

A operação foi um sucesso e ela afirma que a dose única "simplificou tudo e tornou o processo menos traumático".

Apesar dos resultados otimistas, os médicos afirmam que a técnica só se aplica a pacientes com câncer de mama semelhantes aos tratados durante o estudo.

Os médicos também afirmam que serão necessários vários anos até que a eficácia seja totalmente provada e o tratamento seja adotado em vários hospitais.

BBC Brasil.

Fotógrafo documenta espécies raras

O fotógrafo belga Guido Sterkendries passou os últimos dez anos no alto de árvores em florestas tropicais do Brasil e do Panamá, registrando imagens de espécies raras e pouco fotografadas.

Em estruturas de bambu ou madeira, Sterkendries chegou a passar até duas semanas a dezenas de metros de altura, à espera da imagem perfeita.

O fotógrafo testemunhou os efeitos do desmatamento e da poluição sobre ecossistemas frágeis. Em áreas ainda intocadas no Brasil e no Panamá, ele contou com a ajuda de moradores e tribos locais para encontrar o melhor local para montar acampamento.

Para subir ao topo das árvores, Sterkendries usou uma combinação de cordas e roldanas. Entre as fotos que tirou na floresta, duas se destacam: a de um sapo venenoso azul, no Panamá, que foi fotografado pela primeira vez por Sterkendries, e a do bugio do Pantanal, um macaco que habita o topo das árvores da região mato-grossense.
Em junho,o fotógrafo pretende viajar do delta do Rio Amazonas até sua nascente para observar os efeitos das áreas desmatadas ao longo do rio.

Estudo reforça tese de que vida na Terra veio do espaço

Quantos escudos protetores você precisaria para sobreviver a uma viagem interplanetária de milhões de anos, agarrado a um pedaço de rocha, congelado, sem água nem oxigênio e bombardeado incessantemente por radiação ultravioleta? Se você é uma bactéria da espécie Deinococcus radiodurans, uma superfície rugosa e uma camada de poeira já seriam suficientes. É o que indica o primeiro estudo experimental de astrobiologia feito por cientistas brasileiros.


Os resultados, publicados na última edição da revista científica Planetary and Space Science, dão suporte à teoria da panspermia, segundo a qual a vida pode não ter se originado na Terra, mas em outro ponto do universo, e caído aqui já pronta, trazida por um cometa, meteorito ou coisa parecida. Para isso, uma forma de vida primordial - representada nos experimentos por bactérias - precisaria sobreviver às intempéries do espaço por milhares ou até milhões de anos, dormente, para então renascer na superfície de algum planeta amigável. Como a Terra.


Por mais difícil que isso possa parecer, vários experimentos realizados nos últimos anos demonstram que determinadas bactérias, em certas condições, poderiam sobreviver a uma aventura espacial dessa natureza. A isso soma-se, agora, o trabalho do biólogo brasileiro Ivan Gláucio Paulino-Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele submeteu colônias de Deinococcus radiodurans a condições similares às encontradas no espaço e comprovou que elas sobrevivem, com relativa facilidade, a doses altíssimas de radiação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Funil recolhe petróleo que vaza no Golfo do México


A petroleira British Petroleum (BP) disse neste domingo (6/6/2010) que o funil especial colocado sobre o vazamento de petróleo no Golfo do México já recolhe mais da metade do fluxo de óleo para navios na superfície.

"Neste momento, o funil de contenção desvia cerca de 10 mil barris de petróleo diariamente para superfície", disse o presidente da BP, Tony Haywards.

Calcula-se que o poço danificado, localizado cerca de 1,5 mil metros abaixo da superfície libere entre 12 mil e 19 mil barris diários de petróleo no Golfo do México, no que está sendo considerado o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Hayward disse que a empresa pretende implementar esta semana outra tática para conter o vazamento que, junto com o funil, deve ser capaz de conter " a grande maioria" do petróleo que polui a região.

Em agosto a empresa espera conseguir uma solução definitiva para o problema quando estiverem prontos outros dois poços que devem desviar o petróleo do poço danificado.

Recuperação

O executivo disse que a empresa está comprometida com a recuperação total da região.

"Limparemos o petróleo, solucionaremos qualquer dano ambiental e deixaremos a costa do Golfo do México nas mesmas condições que estavam antes do evento. Este é um compromisso inquestionável, permaneceremos por lá muito tempo após o assunto ter deixado de ocupar a atenção da imprensa, honrando nossas promessas", disse ele.

A empresa chegou a perder um terço de seu valor no mercado de ações desde o início da crise e vem sendo criticada por gastar alegadamente US$ 50 milhões em comerciais de TV para tentar recuperar sua imagem.

A empresa diz ter gasto mais de US$ 1 bilhão em operações de limpeza desde o início do vazamento no dia 20 de abril, depois que uma explosão destruiu a plataforma Deepwater Horizon, causando a morte de 11 trabalhadores.

Em seu pronunciamento semanal neste sábado, o presidente Barack disse que vai garantir que a BP seja responsabilizada financeiramente pelo vazamento e pague "cada centavo" do que deve.

As estimativas são de que a quantidade de petróleo vazado no mar desde abril varie entre 80 milhões e 180 milhões de litros.

BBC Brasil.

sábado, 5 de junho de 2010

Células-tronco de dentes-de-leite são testadas em aplicação terapêutica


Células-tronco extraídas de dentes-de-leite se comportam como as extraídas de medula e cordão umbilical. Em ensaios laboratoriais sobre sua capacidade de diferenciação, os resultados mostraram que as células-tronco dentais podem se converter em células cardíacas, neurais, ósseas, gordurosas e hepáticas, entre outras, informa a diretora técnica da Cryopraxis Criobiologia, Sílvia Azevedo, do Rio de Janeiro (RJ).
A partir desses resultados, a empresa começou os testes para avaliar a ação terapêutica. “Neste caso somente foi testado pelo nosso grupo a capacidade de regenerar um fígado cirrótico”, afirma Sílvia. Uma linhagem de células de dente-de-leite aplicada em animais com cirrose e foi capaz de reduzir consideravelmente a área com fibrose, melhorando o funcionamento do fígado. A cientista diz que novas pesquisas para outras patologias estão em andamento, como cardiopatias e doenças neurais.
www.dentnet.com.br

domingo, 30 de maio de 2010

RPPN


Reserva Particular do Patrimônio Natural

CONCEITO
• Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN – é uma categoria de Unidade de Conservação particular criada em área privada, por ato voluntário do proprietário, em caráter perpétuo, instituída pelo poder público.
• Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define a tamanho da área a ser instituída como RPPN.
• Em Minas Gerais, além da ICMBio, o IEF – Instituto Estadual de Florestas – pode reconhecer a criação de uma RPPN, de acordo com o Decreto nº. 39.40.1 de 21 de janeiro de 1998.

IMPORTÂNCIA
• Contribuem para a proteção e conservação de recursos naturais.
• Contribuem para o aumento das áreas protegidas do país.
• Possibilitam a formação de corredores ecológicos entre as Unidades de Conservação, facilitando a circulação da fauna e da flora, diminuindo o risco de espécies ameaçadas de extinção.

DEVERES DO PROPRIETÁRIO DE RPPN
• Assegurar a manutenção da biodiversidade da reserva.
• Colocar placas de identificação nas vias de acesso e no limite da área, informando que no local são proibidos desmatamento, queimadas, caça, pesca, apanha e captura de animais.
• Planejar, gerir, monitorar e fiscalizar a área.

BENEFÍCIOS COM A CRIAÇÃO DA RPPN
• Direito de propriedade preservado.
• Isenção do Imposto Territorial Rural – ITR-, referente à área reconhecida como RPPN.
• Prioridade na análise dos projetos pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente – FNMA.
• Preferência na análise dos pedidos de crédito agrícola junto a instituições de crédito em propriedades que contiverem RPPN em seus perímetros.
• Maiores possibilidades de apoio dos órgãos governamentais para fiscalização e proteção da área, por ser uma Unidade de Conservação.
• Possibilidade de cooperação com entidades privadas e públicas na proteção, gestão e manejo da RPPN.
• Participação na Associação de Proprietários de Reservas Particulares de Minas Gerais (Arpemg) e da Confederação Nacional de RPPN.

ATIVIDADES PERMITIDAS NA RPPN
• Ecoturismo
• Educação Ambiental
• Pesquisa Científica

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA A CRIAÇÃO DE UMA RPPN
Protocolar um requerimento junto ao IEF, constando o nome da RPPN, a área e o endereço completo, além dos seguintes documentos:
• Cópia autenticada da escritura e do registro do imóvel (áreas de posse não podem ser reconhecidas como RPPN).
• Cópia autenticada do CCIR da propriedade.
• Certidão negativa de débitos do imóvel rural, emitida pela Receita Federal.
• Cópia autenticada da Identidade e do CPF do proprietário e do cônjuge (se houver) ou representante legal (se empresa ou instituição).
• Ato de designação do representante legal (quando o proprietário for empresa ou instituição).
• Mapa georeferenciado da propriedade, indicando os limites, os confrontantes, a área a ser reconhecida como RPPN, assinado por um profissional credenciado, com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.


Instituto Estadual de Florestas – IEF
www.ief.mg.gov.br

Internacionalização da Amazônia


Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado
Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."
(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.

http://www.portalbrasil.net/reportagem_amazonia.htm

IBAMA
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis

Criado pela Lei nº. 7.735/89, o Ibama é o órgão federal executor das políticas públicas relativas à fiscalização e monitoramento ambiental, uso e controle dos recursos naturais, licenciamento e qualidade ambiental. Autarquia de regime especial com autonomia administrativa e financeira vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o instituto possui cinco diretorias, 27 superintendências, gerências executivas e escritórios regionais espalhados por todo o país.

Principais áreas de atuação

FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL

Combater o desmatamento ilegal, a degradação e poluição ambiental, a biopirataria, o tráfico e comércio irregular de animais silvestres em portos e aeroportos é prioridade para o Ibama. Em 20 anos, o Brasil teve a menor a taxa anual de desmatamento, com queda de quase 50%. Em 2008, esse número chegou a 11.968 km2 contra 21.050 km2 em 1988. Isso aconteceu por causa, em grande parte, do trabalho do Ibama. Foram realizadas mais de 200 operações de fiscalização nos estados da Amazônia Legal em 2009. O instituto também atua nos outros biomas, como Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica, fiscaliza o defeso da lagosta e de diversas espécies de pescados visando a manutenção dos estoques pesqueiros do Brasil, e dá assistência e apoio operacional em questões de acidentes e emergências ambientais.

MONITORAMENTO AMBIENTAL

A proteção e monitoramento do bioma amazônico estão entre as prioridades de atuação do Ibama, que utiliza três sistemas detecção de desmatamento. As imagens do Prodes servem para calcularas taxas anuais de desflorestamento na Amazônia Legal e para o planejamento de ações a longo prazo. O Deter atua quase em tempo real: os dados são recebidos pelo Ibama a cada 15 dias, o que permite a produção de documentos indicativos de novas áreas desmatadas, possibilitando uma atuação mais rápida da fiscalização do Ibama. O instituto também tem como aliado no combate as desmatamento ilegal as imagens do satélite japonês Alos, que são obtidas por radar e não sofre interferência mesmo quando há condições climáticas desfavoráveis. Os biomas cerrado e caatinga bem como a zona costeira já estão sendo monitoradas.

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS

O Ibama é responsável pela política de prevenção, monitoramento, controle de queimadas e combate aos incêndios florestais no Brasil, avaliando seus efeitos sobre os ecossistemas, a saúde pública e a atmosfera. Também faz campanhas educativas, treinamento e capacitação de produtores rurais e brigadistas, pesquisa e manejo de fogo. Responder a pedidos de informação sobre o uso de fogo em atividades agrosilvipastoris é outra prioridade. Em todos os estados, há representantes do Prevfogo.

QUALIDADE AMBIENTAL

Com a finalidade de proteger a biodiversidade, os recursos naturais e a qualidade d vida, um dos objetivos do Ibama é atuar na prevenção, mitigação e reparação dos fatores potenciais ou efetivamente poluidores do meio ambiente. Gerenciar o Cadastro técnico Federal e a emissão de autorizações para a importação de pilhas e baterias,pneumáticos, resíduos, bem como a autorização para importação,exportação e produção de mercúrio metálico é parte dessa atribuição, o Ibama participa, também, da regulação de substâncias químicas, no que diz respeito aos seus efeitos sobre o meio ambiente. O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve permitiu, em 20 anos, a redução de mais de 98% das emissões de gases poluentes por veículos automotores, o que se reflete na qualidade do ar respirado pelas pessoas e na diminuição dos fatores que contribuem para o aquecimento global.

INFORMAÇÃO AMBIENTAL

A Rede Nacional de Informação sobre o Meio Ambiente – Renima é coordenada pelo Ibama por meio do Centro Nacional de Informação Ambiental – Cnia. O instituto também promove a articulação, a integração e a cooperação entre as unidades de informação dos órgãos componentes do Sistema Nacional do Meio Ambiente- Sisnama e sistematiza as informações necessárias ao processo decisório da área ambiental. Por meio da integração da política de informação do Ministério do Meio Ambiente e da implementação das diretrizes definidas no Sistema Nacional de Informação Ambiental, o Ibama disponibiliza as informações técnicas-ambientais aos setores produtivos e à sociedade em geral.

AUTORIZAÇAO DO USO DA BIODIVERSIDADE

Garantir o manejo da flora e o uso sustentável da fauna e dos recursos pesqueiros é tarefa do Ibama. E um dos instrumentos é o Documento de Origem Florestal – DOF, sistema eletrônico para o controle do transporte e armazenamento dos produto e subprodutos florestais, o instituto é autoridade administrativa brasileira que tem a atribuição de emitir licenças para a comercialização internacional de qualquer espécime de espécies incluída nos anexos da CITES e é a autarquia responsável pela emissão de autorizações de acesso a remessa de componente do patrimônio genético para atividades de pesquisa nas áreas biológicas e afins. Em um comitê, o Ibama subsidia a elaboração de regras de uso sustentável para as espécies de peixes sobrepescados ou ameaçados de sobrepesca, como limite para o número de barcos ou tamanho mínimo de captura, e estabelece períodos de defeso. O instituto, por meio dos centros de triagem próprios ou de parceiros, recepciona, cria e trata de animais silvestres resgatados, apreendidos ou entregues.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Passam pelo licenciamento ambiental do Ibama importantes obras de infraestrutura para o desenvolvimento do país, aquelas que geram impactos ambientais em mais de um estado ou em fronteiras com outros países, as que envolvem atividades nucleares e as atividades do setor de petróleo e gás. O licenciamento é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente. Os impactos diretos ou indiretos das obras sobre o aspecto ambiental e o sócio-econômico são considerados no processo de licenciamento. Dependendo dos impactos, o Ibama cobra do empreendedor ações compensatórias e mitigadoras. A realização de audiências públicas e uma forma de participação social na tomada de decisão.

Denúncias de crimes ambientais à Ouvidoria.
Linha verde:
0800 61 80 80
Ou no link linha verde no site do Ibama:
"http://www.ibama.gov.br/ouvidoria-linhaverde/"